Casados com o sofrimento | OneFootball

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Zerozero

·27 February 2025

Casados com o sofrimento

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Foi em crescendo e depois de 45' iniciais muito pobres, que o Sporting carimbou o acesso às meias-finais da Taça de Portugal. Na deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos, os leões encontraram o caminho para o sucesso através do golo solitário de Debast (1-0), mas não ganharam para o susto com o golo anulado a Rúben Fernandes ao cair do pano. Tumulto ultrapassado, Rio Ave é o adversário que se segue.

Se mexidas nas duas equipas que já se previam em função das inúmeras baixas por lesões e castigos, Rui Borges surpreendeu com a inclusão de Ricardo Esgaio na linha recuada da equipa, ao passo que a maior surpresa residiu na gestão de Gyökeres, devidamente, rendido por Harder na frente de ataque. Do lado anfitrião, José Pedro Pinto também procedeu a mudanças - Sandro Cruz, Santi García e Aguirre regressaram -, enquanto Bryan Araújo e Elimbi foram as novidades gizadas no surpreendente 3-4-3 escalado.


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Apatia nivelada pela ineficácia

Face ao período de pouco fulgor exibicional de ambas as equipas, a previsível entrada pujante dos leões não se verificou. Talvez pelo novo perfil tático apresentado, os galos foram encontrando com relativa facilidade o espaço necessário para incomodar Debast e Alexandre Brito no miolo e os melhores sintomas forram dos minhotos.

É verdade que, de pronto, Debast e Harder sacudiram a melhor entrada anfitriã, sem que a tendência caseira desvanecesse de todo. Santi García mostrou-se o grande motor do esclarecimento gilista e Jorge Aguirre quase abriu as hostilidades num duelo em que Rui Silva se aplicou, numa fase em que Félix Correia começava a espalhar brasas perto de Esgaio.

O avançar dos minutos trouxe o crescimento leonino - ainda que apenas territorial -, o que não significou necessariamente incómodo para um confortável Gil Vicente. Muito estático com bola e pouco assertivo na pressão, o conjunto leonino manteve-se no marasmo e só não foi em desvantagem para o intervalo por manifesta falta de eficácia de Aguirre - defesa fantástica de Rui Silva - e de Zé Carlos - bem ao surgir nas costas da defensiva, mas infeliz no remate.

Com o intervalo o nulo impunha-se de forma cruel para os gilistas e lisonjeira aos pupilos de Rui Borges. Se houvesse dúvidas, a perdida inacreditável de Félix Correia tratou de as confirmar. Pedia-se outra personalidade ao campeão nacional.

Com Gyö, o leão ficou Zen(o)

Já com Gyökeres no segundo tempo, o Gil voltou com o mesmo chip ligado e só a partir do momento em que Cláudio Pereira negou uma eventual mão para grande penalidade - não assinalada por indicação do VAR - se viu algum crescimento leonino. Debast, de cabeça, ficou a uma nesga do golo e reforçou o mote da ascensão verde e branca.

Mais capaz de perfurar no último terço dos galos, o Sporting subiu vários furos em relação ao primeiro tempo e obrigou os barcelenses a outro tipo de cuidados. Mesmo sem serem avassaladores, os visitantes mantiveram o registo e chegaram à vantagem a partir de um grande remate de Debast. Do meio da rua após bom trabalho do goleador sueco sobre a esquerda, o internacional belga fez vibrar a falange verde e branca com a ajuda de um ligeiro toque da defensiva gilista.

Daí em diante, as dificuldades adensaram perto da baliza de Bryan Araújo .- gigante a travar golos cantados a Gyökeres à queima-roupa - e a expulsão de Zé Carlos mais à parede encostou os da casa. Com o jogo na mão, a turma de Alvalade parecia encaminhar-se para um triunfo pouco brilhante - ainda que sólido -, mas acabou com o credo na boca no momento em que Rúben Fernandes empurrou a contar. Valeu o fora de jogo milimétrico - três centímetros - aos leões, que assim se livraram de meia hora extra.

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