Zerozero
·26 de febrero de 2025
Rui Borges: «Precisamos de muito rigor, o Gil Vicente vai dar tudo para estar na meia-final»
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Zerozero
·26 de febrero de 2025
Na antecâmara do embate a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, Rui Borges anteviu a deslocação do Sporting ao Estádio Cidade de Barcelos, onde vai decidir o futuro na prova.
Circunstância da equipa: «Todos nós sentimos as adversidades, seja em lesões ou no jogo jogado, mas vejo o plantel focado no objetivo final, que é ser bicampeão. O nosso dia a dia é muito bom. O grupo está unido, está feliz, focado e resiliente. Somos muito humanos uns com os outros nos treinos. Até quem não pode estar a ajudar em campo a equipa. Apesar de tudo, ainda somos primeiros, em igualdade de pontos, mas dependemos só de nós.»
Manter a liderança até março: «Como treinador tenho de pensar a curto prazo. Tenho de ganhar este jogo e depois pensar nos próximos. O espaço temporal que o presidente falou é com a esperança de que consigamos recuperar alguns jogadores que estejam lesionados e [tornar] o grupo mais forte do plantel. Ainda ontem fizemos no quadro o onze para o Gil e um onze dos jogadores que estão de fora. Queremos ter todos para conseguirmos estar mais perto dos objetivos.»
Arbitragens?: «Não falo de arbitragens. Eu falei do VAR porque tinha pedido igualdade de critérios. Já há algum tempo que o peço, até porque a arbitragem [nas Aves] foi boa, os lances em questão foram do VAR. O presidente disse e bem que na Liga da Verdade o Sporting devia ter mais cinco pontos, mas nem vou por aí. Só peço o mesmo critério para todos, grandes pequenos, todos.»
Extensão dos plantéis: «Concordo com a opinião de que os plantéis devem ser mais longos. Tenho ouvido treinadores de grandes clubes europeus que querem ter plantéis mais longos, devido à nova realidade do futebol mundial. Eu cheguei ao Sporting com um plantel montado, tivemos um mercado de inverno que o presidente já abordou, mas faz todo o sentido ter plantéis mais longos, sendo que há outros treinadores que preferem ter plantéis mais curtos para não precisar de gerir, ter mais competitividade. Eu gosto dessa gestão, das decisões, que é o que me faz um líder. Mas depende de cada um.»
O que esperar do Gil Vicente: «É uma equipa muito difícil porque gosta de jogar. Não tem receio de se expor ao erro. Vai trazer-nos muitas dificuldades, com um novo treinador que não mudou muito a estrutura da equipa que, no setor ofensivo, cria muito perigo. Temos de ter muito rigor para uma visita a um terreno complicado. O Gil vai dar tudo para estar na meia-final da Taça de Portugal, que é uma competição a eliminar e todos os clubes com menos nome se transcendem nestes jogos.»