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·2 avril 2025

Alô, Flamengo! Analista aponta fragilidades do Deportivo Táchira

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Está chegando a hora de estrear na Copa Libertadores. A quinta-feira (3) marca o primeiro jogo do Mengão na edição desse ano, às 21h30 (horário de Brasília), contra o Deportivo Táchira, na Venezuela.

O técnico Filipe Luís certamente já sabe das fragilidades do time, sendo o estudioso que é. Mas para que os torcedores possam entender melhor o certame tático, o analista Victor Nicolau, do canal Falso 9, traz detalhes do próximo adversário do Flamengo.


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Ele lembra a campanha ruim do time na fase de grupos do ano passado, quando Edgar Pérez Greco ainda não era o técnico, mas lembra que na Libertadores, os jogos podem se tornar mais difíceis.

"Poderia me limitar a dizer que o Deportivo Táchira, no ano passado, fez apenas um ponto no grupo da Libertadores. Mas seria uma análise simplista. O Táchira é 11 vezes campeão nacional, apenas um título a menos que o Caracas, maior campeão. É um time que pode dificultar a vida de outro. Ainda mais em contexto, dentro de casa, e em Libertadores", inicia.

Cuidado com as bolas paradas

Principal arma ofensiva do time venezuelano, a bola parada é o caminho mais curto e prático para os gols do Deportivo Táchira. Maurício Cova, craque do time, é o principal cobrado quando a intenção é conseguir um gol de cabeça. Mas Rosales é quem bate direto no gol.

"Maurício Cova é o destaque do time. Cobra as bolas paradas indiretas muito bem. O time costuma fazer gol a partir essa bola parada. De olho, também, nas bolas paradas diretas, já que o Roberto Rosales faz gol de falta em cobranças diretas", avisa.

A organização ofensiva

Victor indica o esquema utilizado pelo técnico Edgar Pérez Greco, apontado até semelhanças com Filipe Luís. O time também conta com uma saída de bola forte utilizando um zagueiro construtor, como o caso de Léo Ortiz no Mengão.

"O Greco gosta do 4-4-2. O Rosales é o lateral-direito, muito técnico, veterano, 100 jogos pela Venezuela. Bate muito bem, cruza bem. O Vivas é uma espécie de Léo Ortiz deles. Zagueiro construtor, de 22 anos. O time varia bastante, e não necessariamente joga no 4-4-2", explica.

O lateral-direito também é muito importante para o sucesso do ataque.

"Costuma atacar com o Rosales ganhando o corredor, e o time fazendo uma saída de três homens, usando o lateral-esquerdo como um dos três jogadores da base dessa saída. O Cova baixa para dar apoio quando a bola chega na direita", diz.

As jogadas se concentram por um lado só.

"O time concentra muito trabalho no lado direito. Vivas, com boa saída, Rosales, que é criativo e tem bom passe em profundidade, o Sosa, que é camisa 10, meia canhoto, que começa aberto e centraliza. E a dupla de ataque, o tempo dando profundidade. É um time que basicamente só ataca pelo lado direito. É uma desproporção grande", analisa.

Rosales é importante de diferentes formas, e o zagueiro Vivas, novamente, assim como Ortiz, também tem qualidade para passar em profundidade.

"O Rosales trabalha como um Ala, no momento com bola, alinhado ao ponta do lado esquerdo. Esse ponta varia bastante. O Vivas progride e o Sosa induz a marcação do lateral a fincar nele. Com a profundidade dos dois atacantes, o Vivas tem a qualidade de colocar a bola nas costas da última linha adversária", explica.

O meia Sosa tenta enganar a defesa adversária.

"Sosa muitas vezes apoia para induzir o lateral-esquerdo adversário para gerar a bola longa, pelo Vivas ou Rosales, e então, esse cruzamento acontecer. É um lado que vai ter bastante cruzamento", comenta.

Variação no 4-2-3-1

Apesar do time atuar majoritariamente no 4-4-2, Greco também utiliza variações, e a principal é tirando um jogador de ataque para deixar livre no meio-campo.

"No 4-2-3-1, o Covas fica um pouco mais livre. Fica como um ritmista do time, mais solto em campo, tentando distribuir. Esse time gosta da bola, gosta de construir de trás. Vai querer trocar bastante passes. A diferença vai ser no último terço. Antes, com dois atacantes de profundidade. Nesse esquema, tem mais um jogador de meio para dar esse apoio, em vez de atacar a última linha", analisa.

As fragilidades e o caminho para vencer o Táchira

O Flamengo tem como característica, exatamente, atrair para libertar, jogando a bola no espaço livre às costas da marcação. É o que pode acontecer nessa partida.

"O Léo Ortiz pode colocar nas costas do Sosa, o Pulgar... Tem bastante superioridade gerada nas costas do Sosa, que não tem muita noção de marcação e deixa a desejar nesse fundamento. É um time que tem o meio-campo curto, muitas vezes", destrincha.

O lado esquerdo do ataque do Flamengo pode ter facilidades, com as dificuldades defensivas do time venezuelano por esse lado na defesa.

"A segunda linha deixa bastante espaço à direita da própria defesa. É um time que se permite ser atraído com os passes para trás, se permite ser induzido e gera muita linha de passe para o adversário por ser bastante ingênuo na marcação. Não sofre tanto gol no campeonato local, e nem faz, talvez pela limitação técnica dos adversários", aponta.

O principal caminho para vencer o Deportivo Táchira é apostar na troca de passes, na indução da marcação e no aproveitamento dos espaços do campo. Basta colocar em prática o que o time sabe fazer de melhor para gerar superioridade e estrear com vitória.

"Mas é um time que entrega muitos passes. Fiquei impressionado. Entra espaço para passe por dentro, entra em indução, entra na transição defensiva. É um time bastante frágil defensivamente. Os passes vão se repetir, pelo lado esquerdo, ou por dentro, através dessa indução que começa com os passes para trás. As inversões de jogada são boas alternativas, já que ficam com o meio curto e com pouca orientação do que tem que fazer", finaliza. Veja a análise completa abaixo.

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