Portal dos Dragões
·2 April 2025
Foi revelado o último testamento de Pinto da Costa

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·2 April 2025
No dia 9 de dezembro de 2024, uma notária da cidade do Porto deslocou-se à residência de Jorge Nuno Pinto da Costa para elaborar o que viria a ser o seu último testamento, poucos meses antes da sua morte a 15 de fevereiro de 2025. O documento, que foi revelado pela revista SÁBADO, anula o testamento anterior, redigido a 29 de outubro do mesmo ano. Presentes na sala, além do notário e do dirigente do FC Porto, estavam também um advogado e uma solicitadora, que testemunharam a decisão sobre o seu património.
Cláudia Pinto da Costa, sua esposa, é a primeira a ser contemplada na lista de legados. O documento afirma: “Lega à sua mulher, Cláudia Cristina Esteves Campo Pinto da Costa, os seguintes quadros de pintura”, que incluem uma lista de seis obras de arte. O primeiro é uma natureza morta de Henrique Medina, um dos mais notáveis retratistas de Portugal, que retratou cinco presidentes da República, o último dos quais foi Américo Thomaz, e também o ditador italiano Mussolini. Em junho de 2024, uma de suas obras, o retrato da esposa do ex-presidente da República Costa Gomes, foi leiloada por 22 mil euros.
Além do retrato de Henrique Medina, a quinta e última esposa de Pinto da Costa herda também os seguintes quadros: O Canto, de autor desconhecido; uma paisagem marítima de Artur Loureiro, que possui obras em diversos museus; Camélias, de Maria Eugénia; e retratos do casal e de Pinto da Costa com o seu cão Dragão, ambos de António Bessa, um artista portuense que ganhou notoriedade após retratar Marcelo Rebelo de Sousa. Esta última obra, que se baseou em duas fotografias do Presidente, foi escolhida por Marcelo para ser o seu retrato oficial.
Cláudia Pinto da Costa também herda o conteúdo da casa onde residia com Pinto da Costa, com duas excepções: os retratos dos filhos do dirigente, que “serão para cada um deles, e os livros presentes, que serão partilhados de forma equitativa”, conforme escrito por Pinto da Costa.
Os filhos, Alexandre e Joana, também recebem obras de arte. Alexandre herda o retrato da mãe, Maria Elisa, também de António Bessa; Marinha, de João Vaz, que decorou os Passos Perdidos da Assembleia da República e é conhecido por suas obras em diversos teatros e hotéis em Portugal; e Casa Rural, do político e diplomata João Chagas. Joana Pinto da Costa recebe os quadros Moinhos (de Aurélia de Sousa) e Natureza Morta, com aquário e peixe dourado (de Carlos Reis).
O neto Nuno Alexandre, filho de Alexandre Pinto da Costa, herda “as suas condecorações e distinções honoríficas, assim como o móvel onde estão guardadas”.
Conforme já noticiado pelo Correio da Manhã, Pinto da Costa legou toda a sua quota disponível – a parte da herança que pode ser disposta livremente – à esposa e à filha, excluindo o filho Alexandre. Esta quota será dividida em partes iguais entre as duas. O testamento, conforme também foi mencionado pelo Correio da Manhã, não contém referências a património ou contas bancárias.
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