oGol.com.br
·27 Februari 2025
Perto do SuperMundial, Boca Juniors encara mais um ano de ostrascismo
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·27 Februari 2025
Gigante e temido na Copa Libertadores por décadas, o Boca Juniors vive uma situação incomum na sua rica história. O clube argentino foi eliminado na segunda fase da competição para o Alianza Lima nesta semana e pelo segundo ano consecutivo fica de fora da fase de grupos da maior competição intercontinental. O pior é que a queda aconteceu em ano de grande investimento para a SuperMundial de clubes.
Com o resultado diante do Alianza Lima, o Boca Juniors não terá mais calendário em competições da América do Sul neste ano, ficando restrito aos dois jogos já realizados na competição. Esse é o segundo ano seguido que o gigante argentino ficar fora da fase de grupos, já que em 2024 disputou a Sul-Americana e caiu nas oitavas de final para o Cruzeiro.
Para se ter ideia, o último ano em que o Boca Juniors ficou sem calendário internacional foi em 2017, quando disputou partidas apenas do Campeonato Argentino e da Copa Argentina. Ao menos com mais tempo livre se sagrou o campeão nacional daquele ano. A falta de jogos aconteceu após uma pífia campanha no ano anterior, com 10º lugar geral.
Além disso, o Boca Juniors também pode sofrer com impactos financeiros de não sequer classificar para a fase de grupos da Libertadores. O clube investiu quase US$ 45 milhões (cerca de R$ 257 milhões) em reforços para o ano. Avançar contra o Alianza Lima renderia mais US$ 500 mil (R$ 2,88 milhões) e chegar na fase de grupos outros US$ 3 milhões (R$ 17,3 milhões). Ignorando valores acumulados, chegar na final ainda seria mais rentável. Em 2024, o vice-campeão recebeu US$ 7 milhões (R$ 40,4 milhões) e o campeão embolsou US$ 23 milhões (R$ 132 milhões).
Ainda como obra do destino, o pênalti perdido que selou a eliminação do Boca Juniors contra o Alianza Lima foi cobrado por Alan Velasco, jogador mais caro na atual janela e que custou quase US$ 10 milhões. O ponta esquerda de 22 anos foi revelado pela Independiente e foi comprado junto ao FC Dallas, da MLS.
Fica também para o Boca Juniors o impacto em lideranças do elenco. O veterano Edinson Cavani perdeu no final uma chance claríssima que evitaria o jogo de ir aos pênaltis. Já o goleiro Agustín Marchesin, ex-Grêmio, foi flagrado pedindo para ser substituído para as penalidades, dando lugar ao jovem Leandro Brey.
A pressão maior fica ainda para o técnico Fernando Gago, que chegou ao clube no ano passado, não conseguiu vaga direta na fase de grupos da Libertadores e ainda amargou a eliminação desta semana. Ao todo, o ídolo como jogador, comandou os Xeneizes em 22 partidas, com 11 vitórias.
Fica então a dúvida se Gago é realmente o nome certo para comandar o Boca Juniors no Copa do Mundo de Clubes, ou Supermundial, que acontece no meio do ano. A equipe argentina está em um grupo com Bayern de Munique, Benfica e Auckland City.
Até lá, o que resta ao Boca Juniors é dar uma resposta em solo nacional, onde acumula 14 pontos em 7 jogos e está na quarta posição do Grupo A, a 1 ponto do líder. O próximo duelo será contra o Rosario Central, na sexta-feira, 28, em La Bombonera