CBF aumenta salários de presidentes de federações de R$ 50 mil para R$ 215 mil | OneFootball

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·04 de abril de 2025

CBF aumenta salários de presidentes de federações de R$ 50 mil para R$ 215 mil

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Desde 2021, quando Ednaldo Rodrigues assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os presidentes das federações estaduais foram beneficiados com um aumento salarial de quase 200%. De acordo com a reportagem publicada nesta sexta-feira (4) pela revista Piauí, os salários dos mandatários de R$ 50 mil chegaram a R$ 215 mil nos últimos anos.


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Além dos reajustes dos valores recebidos pelos presidentes, a reportagem revelou outros detalhes dos bastidores da gestão de Rodrigues na maior entidade do futebol brasileiro. No período até a recente reeleição do presidente, foram registrados gastos milionários da CBF, benefícios individuais a dirigentes e importantes cortes orçamentários.

Bancado pela entidade nacional, Roberto Góes, presidente da Federação Amapaense de Futebol e vice-presidente da CBF, teria realizado uma viagem para São Paulo acompanhado de sua esposa, a advogada Gláucia Costa Oliveira, que passaria por um procedimento cirúrgico, a irmã e a filha. Os custos da viagem, incluindo hospedagem em um hotel no Jardins, bairro nobre da capital paulista, e as passagens aéreas, chegaram a R$ 114 mil. Entretanto, segundo Ednaldo Rodrigues, as despesas dos familiares dos presidentes de federações são pagas pelos próprios dirigentes.

Outro episódio exposto pela reportagem aconteceu durante a Copa do Mundo 2022, quando a CBF bancou 49 pessoas, que não têm relações diretas com a entidade, no evento realizado no Catar. Composto por políticos, membros do judiciário, empresários, artistas, jornalistas e familiares, o grupo gerou um gasto de R$ 3 milhões aos cofres da confederação. Foram pagos voos em primeira classe, estadia em hotel cinco estrelas e ingressos para jogos da Seleção Brasileira.

Enquanto foram registrados gastos expressivos neste período, a CBF alegou restrições orçamentárias e suspendeu viagens aéreas e hospedagens pagas a árbitros da Série A do Campeonato Brasileiro que realizariam quinzenalmente um treinamento e avaliação física em um clube no Rio de Janeiro. Sem o investimento, a avaliação passou a acontecer por videoconferência.

Na mesma época, como apurou a revista, Wilson Luiz Seneme, ex-chefe da Comissão de Arbitragem, apresentou à entidade um projeto para a criação de uma escola de árbitros e o desenvolvimento de um centro de treinamento com uma grande estrutura, equipado, com campos de futebol, refeitório e alojamentos.

Para instaurar os projetos, seria realizado um investimento de R$ 60 milhões. Inicialmente, os programas foram aprovados por Ednaldo Rodrigues, entretanto, Seneme foi desligado pela CBF, após o baixo desempenho da arbitragem na temporada passada. A falta de verba para as realizações das avaliações foi criticada pelos árbitros.

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