Jogada10
·03 de janeiro de 2025
Jogada10
·03 de janeiro de 2025
O jogador belga Stéphane Oméonga denunciou uma abordagem policial ocorrida no último dia 25 de dezembro, em Roma, na Itália. Em sua rede social, o atleta, que possui descendência congolesa, acabou retirado à força de um avião enquanto embarcava para Tel-Aviv, em Israel.
Atualmente jogador do Bnei Sakhnin, da primeira divisão israelense, ele relatou ter sofrido agressões durante a ação policial.
“No dia 25 de dezembro, fui vítima de brutalidade policial. Depois de embarcar no avião e ocupar meu lugar, um comissário me abordou sobre um suposto problema com meus documentos e me pediu para sair da aeronave. Confiante na validade dos meus documentos, perguntei-lhe calmamente que tipo de questão. A polícia acabou chamada, me algemaram e retiraram à força do avião. Já fora da aeronave, longe da vista das testemunhas, os policiais me jogaram violentamente no chão, me espancaram e um deles pressionou o joelho contra minha cabeça”, relatou Oméonga, antes de prosseguir:
“Fui então levado numa viatura da polícia, algemado como um criminoso, para o aeroporto (…) Em seguida, fui colocado em um quarto cinzento, sem comida nem água, e deixado em estado de total humilhação por várias horas. Ao ser libertado, soube que um policial havia apresentado queixa contra mim por ferimentos supostamente causados durante a prisão, apesar de eu estar algemado. Além disso, até hoje não recebi nenhuma justificativa para minha prisão. Como ser humano e pai, não posso tolerar qualquer forma de discriminação”.
Confira o momento da abordagem:
De acordo com a polícia de Roma, Oméonga estaria em uma ‘lista negra’ de Israel e estaria proibido de embarcar. Agentes da alfândega italiana (Polaria) atuaram de forma a intervir em relação a possível ameaça contra o país asiático.
Oméonga defende atualmente o Bnei Sakhnin – Foto: Reprodução/ Instagram
Ao jornal DH Les Sports+, da Bélgica, o jogador afirmou que nunca teve qualquer problema quanto a documentação ou permissão para entrar em Israel.
“Eles tentaram culpar o serviço de imigração israelense por me recusar a entrada (…) Entrei em contato com eles no dia seguinte e eles me disseram que não era verdade. Tenho uma autorização de trabalho válida, então posso ir”, afirmou o belga, que teria demorado a fazer a denúncia por estar abalado.